Ressecção da Próstata com Plasma

Trata-se de uma nova tecnologia que permite ao urologista tratar certos problemas da próstata de uma maneira mais segura, prática e eficaz. Esta inovação tem permitido uma recuperação mais rápida em razão da redução de vários transtornos típicos da abordagem cirúrgica tradicional.

Como funciona?

O plasma é melhor definido como o quarto estado da matéria. Na escola normalmente é ensinado que são três os estados da matéria: sólido, líquido e gasoso. No caso da água, teríamos apenas os estados de gelo, líquido e vapor. A diferença entre estes três estados está ligada aos seus níveis de energia. Ao adicionar energia na forma de calor ao gelo ele vira líquido. Adicionamos mais calor e a água evapora-se em hidrogênio e oxigênio. Mais energia ainda e os gases do vapor se tornam ionizados. Este processo de ionização permite aos gases conduzirem eletricidade. Este gás, eletricamente condutor e ionizado, chama-se PLASMA.

Quais as vantagens em relação aos outros métodos?

Entre as principais vantagens comparativamente aos outros métodos de Ressecção da Próstata:

  • O sangramento é mínimo, permitindo seu uso em pacientes cardíacos que necessitam tomar antiagregantes plaquetários (AAS, Clopidogrel, etc.) sem a necessidade de interromper a sua utilização.
  • Segurança para o cirurgião uma vez que a utilização do plasma é feita com total controle por equipamento já consagrado em Ressecções Endoscópicas da Próstata.
  • Permite deixar a loja próstatica, por onde passa a urina, como um amplo canal para micção totalmente regular.
  • Maior segurança em pacientes com outras comorbidades e de alto risco em razão do uso de solução fisiológica como irrigação durante o procedimento.
  • O uso da solução fisiológica também reduz  o risco de intoxicação hídrica e suas complicações como a hiponatremia e o edema cerebral. Este soro somente é usado com este equipamento. Na Ressecção de Próstata convencional, utiliza-se o Manitol ou a Solução de Glicina.
  • A cirurgia se torna mais rápida e de menor custo para a operadora em razão do tempo cirúrgico menor, menor tempo de internação (de 24 a 36h), menor volume de solução de irrigação necessária, praticamente sem ocorrências que necessitem de transfusão, menor chance global de complicações como infecções, estreitamentos de canal urinário e retenções de urina.

A quem se destina esta tecnologia?

A todos os pacientes que apresentem quadro clínico urológico de disfunção na próstata que exija intervenção cirúrgica endoscópica, especialmente aquelas condições que causem obstrução severa do canal uretral prostático.

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