NOVIDADES do 32º Congresso Anual da Associação Européia de Urologia – EAU/2017

NOVIDADES do 32º Congresso Anual da Associação Européia de Urologia – EAU/2017

 

1ª Edição

O urologista Dr. Marcos Ferreira, da Clarté Clínica, esteve participando do mais recente encontro mundial de urologistas em Londres, na Inglaterra. Após ser selecionado para integrar os quadros da European Association of Urology, Dr Marcos pode participar como Active International Member de todas as atividades do Congresso da EAU deste ano. Agora ele nos traz, em primeira mão, um resumo dos assuntos de maior relevância discutidos no evento deste ano.

Ativar os pacientes é a chave para uma melhor recuperação pós-operatória

(activating patients is key to enhanced recovery)

Com esta mensagem o Prof James Catto, da Universidade de Sheffield (Inglaterra), referendou aquela que já é uma das nossas práticas mais comuns aplicadas ao período de pré e pós-operatório de nossos pacientes atendidos aqui na Clarté Clínica. Falou com grande entusiasmo, na Plenary Session 3, sobre os benefícios da ERAS – Enhanced Recovery After Surgery. Trata-se de um conjunto de medidas cientificamente comprovadas, orientadas pelo cirurgião do paciente, que visam aprimorar a recuperação pós-operatória em pacientes submetidos às cirurgias de grande porte. Algumas são medidas tão simples como permitir que o paciente dispa-se da roupa de hospital e vista suas próprias roupas leves usuais. Outras envolvem orientações mais específicas para uma adequada saída precoce do leito, facilitando a mobilização com deambulação precoce, dessa forma reduzindo a ocorrência de complicações como os eventos tromboembólicos (trombose venosa e embolia pulmonar) ou o surgimento de atelectasias pulmonares que evoluam para uma pneumonia hospitalar. A utilização de fisioterapia pré-operatória e o uso de abordagens cirúrgicas minimamente invasivas também contribuem para estes resultados promissores.

Urodinâmica somente é útil se possibilita mudança de abordagem e permite prever resultado do tratamento

(Urodynamic are only useful if changes treatment or predicts treatment outcome)

O Prof. Matthias Oelke, da Hannover Medical School – Alemanha, pôde demonstrar na Plenary Session 4, que até 40% dos pacientes que se submetem a uma cirurgia de próstata para desobstrução do canal uretral podem manifestar sintomas residuais do trato urinário inferior. Isto pode resultar do fato de que somente 60% dos pacientes submetidos à cirurgia de próstata tem efetivamente algum grau de obstrução do colo vesical. Além disso, as pesquisas revelam que até 50% dos pacientes sintomáticos tem hipoatividade do músculo da bexiga, situação em que a cirurgia pode não ajudar no longo prazo.  Neste sentido, ele reforça que o estudo urodinâmico tem sido uma ferramenta bastante utilizada no diagnóstico de precisão de determinadas condições do funcionamento da bexiga, da próstata e da uretra. Todavia, seu uso não deve ser indiscriminado e sim pautado pela possibilidade de mudança de uma abordagem clínica para uma cirúrgica ou mesmo para previsão de resultado na aplicação de determinado tratamento. Do ponto de vista realístico e prático, os estudos urodinâmicos são bem indicados para aquele subgrupo de pacientes com possibilidade de melhor tratamento da condição prostática através de cirurgia, e principalmente naqueles com suspeita de uma bexiga hipo ou hiperativa (ou noctúria). Isto consta das Diretrizes da EAU para avaliação e tratamento dos sintomas do trato urinário inferior em homens (EAU Guidelines for Male LUTS) além de ser uma prática corrente junto aos nossos pacientes da Clarté Clínica.

 

Pedra nos Rins está em ascensão

kidney stone imageIn the past, medical textbooks described the typical person unlucky enough to develop a kidney stone as a white, middle-aged, obese man who eats an unhealthy diet and doesn’t drink enough fluids. Those books may need an update.  A new study has found not only that the incidence of kidney stones is going up, but that they are also developing in people not considered high-risk in the past, including children, women, and African Americans.

Why stones?

Kidney stones develop when certain chemicals in the urine, such as calcium or uric acid, form crystals. Risk factors for stone formation include

  • diet, including high intake of animal protein, sodium, and sugar, as well as low intake of fluids
  • certain conditions, such as gout, diabetes, and obesity
  • some medications, including calcium supplements
  • family history and genetics — kidney stones can run in families, although the specific contributions of shared genes versus shared environments and diets are uncertain.

While a specific cause may be impossible to identify, kidney stones are common, affecting about 19% of men and 9% of women by age 70.

Do stones matter?

Occasionally, kidney stones are discovered incidentally and pass on their own, never causing symptoms or needing treatment. But, when they become stuck somewhere, they can cause pain or blocked urine flow. They can become lodged anywhere in the urinary system, including the kidney, the ureters (the narrow tubes connecting each kidney to the bladder), the bladder, or the urethra (the passageway between the bladder and the outside world). As you might have heard, “passing a kidney stone” can be agonizingly painful — that’s usually when it’s become stuck in a ureter.

In addition to pain and urinary problems, kidney stones can also cause bleeding and kidney damage. They can increase the risk of a urinary tract infection and have even been linked to cardiovascular disease. So, the answer is — yes, they do matter.

This just in

A study just published in the Clinical Journal of the American Society of Nephrology describes an analysis of more than 150,000 people in South Carolina who experienced kidney stones at some point between 1997 and 2012. The study’s major findings were:

  • The frequency of kidney stones increased 16% over the study period.
  • The biggest increases were among children, women, and African Americans.
  • While more men than women had kidney stones (as has been noted in the past), women outnumbered men among those under age 25.

Why the rise?

This study and past research have not been able to determine the reason kidney stones seem to be on the rise. The rising rate of obesity may be playing a role. Another possibility is climate change, as warmer temperatures encourage dehydration. The fact is, no one knows for sure.

What’s a person to do?

If you have symptoms of kidney stones, see your doctor or report directly to an emergency room. The most common symptoms are waves of pain in the back or lower abdomen, pain with urination, or blood in the urine.

If you’ve already been diagnosed with a kidney stone, it’s important to figure out why it happened (if possible) and take steps to avoid recurrence. See your doctor to discuss dietary measures and medications to take (or avoid). The details vary depending on the type of stone you had and the results of your blood and urine tests.

What now?

We need more research to understand the reason — or reasons — kidney stones are becoming more common. If we can figure it out, there’s a good chance we can find better ways to prevent them. Considering how painful and potentially dangerous kidney stones can be, prevention is key. Ask anyone who has had one: kidney stones are definitely worth avoiding if possible.

Fonte: harvard.edu

Além do câncer, outras doenças da próstata também merecem atenção

Existem duas doenças pouco conhecidas, mas comuns, que atingem da próstata e os homens não dão atenção. São elas a Hiperplasia prostática benigna e Prostatite. “O assunto ainda é tabu, e os homens tem uma tendência maior de procrastinar na hora de procurar ajuda médica, o que pode contribuir para a evolução da doença”, comenta Mauricio Rubinstein.

Abaixo o Dr Mauricio responde as principais dúvidas sobre essas duas doenças menos conhecidas que atingem a próstata. 

Prostatite

O que causa?

É uma doença inflamatória da próstata que afeta em sua maioria homens adultos.Existem diferentes tipos de prostatite e ela pode ser causada por diferentes tipos de bactérias, vírus, fungos ou não ter causa especifica (desconhecida). 

Quais são os sintomas? 

Em um quadro típico de uma prostatite aguda, os sintomas são febre alta e repentina, mal-estar geral, calafrios, dores no períneo associados a sintomas urinários (dor ao urinar, aumento da freqüência e urgência miccional). No caso de uma prostatite crônica, os sintomas são semelhantes ao do quadro agudo porém, sem febre. Podem ocorrer incomodo após a ejaculação e saída de sangue no esperma.

Como é o diagnóstico?

É baseado inicialmente na historia clinica do paciente. A ultrassonografia do sistema urinário e da próstata e ate uma tomografia da pelve podem ser necessárias para avaliar o quadro. Alguns exames, como análises da urina, exame de sangue e do líquido prostático obtido após o exame de toque podem ser requeridos. Estes exames indicarão a existência ou não de sinais de inflamação e infecção, indicando se o problema está localizado na próstata ou em algum outro órgão, como bexiga ou na uretra.

Como é o tratamento? 

As prostatites são tratadas de acordo com o tipo diagnosticado pelo médico. Podem ser utilizados medicamentos antibióticos, anti-inflamatórios, alfa-bloqueadores, antidepressivos tricíclicos, analgésicos, entre outros. A doença inflamatória assintomática não requer tratamento específico. Devem ser evitadas no período do quadro, bebidas alcoólicas, pimentas e condimentos fortes, pois podem piorar os sintomas. O quadro de Prostatite não é contagioso e não tem relação com câncer de próstata. 

Hiperplasia prostática benigna

O que causa? 

A Hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma das doenças mais comuns no homem idoso, tem importante impacto na qualidade de vida, por interferir diretamente nas atividades laborais e na qualidade de sono dos pacientes. Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, a Hiperplasia prostática benigna deve ter sua incidência e prevalência bastante aumentada. Dados mais recentes sugerem que ela ocorra em um quarto dos homens aos 50 anos de idade, em um terço dos homens aos 60 anos e em metade dos homens aos 80 anos ou mais.

A hiperplasia prostática benigna é causada devido a um aumento progressivo da glândula prostática, onde os nódulos hiperplásicos (adenomas) comprimem o tecido normal e começam a obstruir a uretra masculina. Os dois fatores importantes ligados ao desenvolvimento de HPB são a idade e os hormônios masculinos.

Quais são os sintomas? 

Os sintomas da HPB são classificados como obstrutivos ou irritativos. Os sintomas obstrutivos são: jato fraco de urina,intermitência (urinar com interrupções), esvaziamento incompleto da bexiga. Os sintomas irritativos são: aumento da freqüência urinária, noctúria(urinar mais a noite) e urgência (necessidade de esvaziar a bexiga com rapidez). Atualmente utilizamos o termo LUTS (sintomas do trato urinário inferior)para descrever o conjunto dos sintomas obstrutivos e irritativos, que na maioria das vezes coexistem no mesmo paciente.

Como é o diagnóstico? 

Uma boa história clinica e exame físico com o toque retal, avaliando os sintomas dos pacientes em associação com exames radiológicos de ultrassonografia das vias urinarias e da próstata são suficientes para uma detecção correta e rápida do diagnostico de HPB.

Como é o tratamento? 

Os objetivos do tratamento são aliviar os sintomas e evitar ou retardar a progressão da HPB, que pode levar a retenção urinária aguda e necessidade de cirurgia. O paciente tem papel decisivo na escolha do seu tratamento, pois o impacto dos sintomas na qualidade de vida é muito importante.

Há várias opções para o manejo de pacientes com hiperplasia prostática benigna:

– A observação, somente acompanhando seus sintomas de perto.

– Terapia medicamentos a,para aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida.

– Terapias minimamente invasivas e tratamento cirúrgico: utilizados para pacientes que tenham falha do tratamento medicamentoso, piora dos sintomas e riscos de progressão da doença. O mais indicado é a Ressecção Endoscópica da Próstata,realizada através da uretra,retirando em parte o tecido da próstata que cresceu e obstruiu a uretra. O procedimento após anos, continua sendo realizado com sucesso e com novas tecnologias, menos invasivas.

Fonte: Jornal do Brasil

Menos calorias, menos câncer e mais saúde

eating salad

A associação entre maior consumo calórico, principalmente vindo de carboidratos, e o maior risco de desenvolvimento de tumores tem sido um assunto recorrente nas pesquisas médicas mais recentes. Pessoas que consomem grande quantidade de carboidratos processados – como doces e salgados feitos com açúcar e farinha refinados – além de bebidas como refrigerantes e sucos industrializados, podem estar expostas a risco aumentado de desenvolver tumores da mama e da próstata. Pesquisadores da New York University apresentaram um novo estudo com mais de 3.200 adultos acompanhados por mais de 20 anos, demonstrando esta associação no Encontro Anual da American Society for Nutrition, em San Diego, no mês passado.

Uma vez que os tumores da mama e da próstata estão entre os dois mais comuns no Brasil, esta conexão fornece mais motivos para que as pessoas reduzam a quantidade de comidas processadas da sua dieta. Em geral, os especialistas recomendam limitar a ingestão deste tipo de alimento e dar preferência às frutas, vegetais, legumes, grãos integrais ricos em fibras e comidas com “boas” gorduras insaturadas.

As novas pesquisas reforçam o peso deste conselho. Eles encontraram uma ligação entre refrigerantes e o risco de Câncer de Próstata. Comparando homens que nunca haviam bebido refrigerantes ou sucos adoçados com aqueles que bebiam algumas poucas vezes na semana, estes últimos demonstraram um risco 300% maior de desenvolver Câncer de Próstata. E este risco se mantinha mesmo quando comparado com fatores como obesidade, tabagismo e outros maus hábitos de alimentação.

O risco de Câncer de Próstata também foi maior entre homens cuja alimentação era constituída de alta carga de calorias, principalmente de comidas processadas como pizzas, hambúrgueres e carnes industrializadas (patês, salsichas, etc.). Homens que se alimentavam com este tipo de comida mais de 03 vezes na semana chegaram a ter uma chance 200% maior de desenvolver Câncer de Próstata quando comparados com aqueles homens que comiam aqueles alimentos não mais do que 01 vez por semana.

Outro dado surpreendente é que, usualmente e à primeira vista, uma alta ingestão de carboidratos estava associada a um risco menor de desenvolver Câncer de Mama. Isto tudo mudou quando a qualidade do carboidrato foi considerada. Mulheres cuja dieta priorizava carboidratos “ruins” – refinados como pães, bolos, bolachas e batatas – tiveram uma chance 67% maior de desenvolver Câncer de Mama.

Não devemos esquecer que muitos outros estudos têm associado estes alimentos “ruins” com o maior risco de desenvolver obesidade e Diabetes tipo II, duas outras boas razões para a adoção de uma dieta mais saudável.

Ainda assim é difícil dizer se determinados tipos de alimentos são, por si próprios, os grandes contribuintes para o desenvolvimento do Câncer de Mama e de Próstata ou se, por exemplo, é a aumentada ingestão total de calorias e o ganho de peso que são os culpados.

Neste sentido, um outro estudo muito interessante demonstrou que, após semear Câncer de Próstata em cobaias e promover uma redução de 30% no consumo total de calorias em um grupo delas, houve redução não só do tamanho dos tumores mas também um aumento da eficácia do tratamento utilizado quando comparadas com o grupo sem redução no consumo de calorias.

Fonte:  Prostate Cancer Foundation

Deficiência de Vitamina D – Epidemia Global

A carência de vitamina D é uma epidemia à escala global, com estimativas recentes a indicarem que mais de 50% da população mundial está em risco.

“Pensamos que a deficiência de vitamina D representa a condição médica mais comum em todo o mundo.”

Elevada prevalência de carência de vitamina D foi encontrada em todos os grupos etários de todas as populações estudadas em países de todo o mundo. Mesmo em países com muito sol, como Portugal, a carência de Vitamina D afeta a maior parte da população – porque fugimos do sol, porque trabalhamos muito menos ao ar livre e porque utilizamos protetores solares com muita frequência.

Até os que são geralmente saudáveis não estão imunes a carência de vitamina D e às suas consequências. Na verdade, a extensão de carência de vitamina d é bem mais elevada do que os números indicam. Estimativas publicadas e estudos subestimam grosseiramente a extensão do problema: na verdade, os níveos antes tidos como “normais” foram revistos para valores bastante mais altos, em face da evidência científica.

Considera-se atualmente existir carência de Vitamina D sempre que os níveis sanguíneos de Vitamina D (na sua forma 25(OH)) sejam inferiores a 30 ng/mL (75 nmol/L).Contudo, evidência recente mostra efeitos benéficos da vitamina D quer só são atingidos a níveis próximos ou superiores a 50 ng/mL (125 nmol/L) . A definição de normalidade poderá voltar a aumentar.

Dr. Michael F. Holick, Investigador e perito em Vitamina D

35% dos casos de câncer estão relacionados com alimentação

Os alimentos que combatem a doença são, principalmente, vegetais, frutas e cereais integrais, devido a substâncias específicas, como os antioxidantes.

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Uma alimentação saudável aliada com atividades físicas regulares e uma série de medidas saudáveis tem grande poder de prevenir doenças, inclusive, o câncer. Os alimentos que combatem a doença são, principalmente, vegetais, frutas e cereais integrais, devido a substâncias específicas, como os antioxidantes que protegem as células do organismo ajudando a combater e a evitar o aparecimento de câncer.

De acordo com o médico oncologista André Luis, o câncer é uma alteração das células normais que provoca mutações no material genético, fazendo com que a célula cresça de forma incontrolável e se divida rapidamente, invadindo tecidos e órgãos, formando tumores. Segundo ele, com o auxilio de uma alimentação saudável pode-se trabalhar melhor a prevenção da doença.

“A alimentação nas últimas décadas mudou muito e esse padrão tem haver com o aumento da doença. Existem dados clínicos que mostram que aproximadamente 35% dos casos de câncer estão relacionados com a alimentação”, afirma o médico. O profissional explica que existe uma relação direta da alimentação e estilo de vida de uma forma geral tanto com a incidência do aparecimento de novos casos de câncer, como o risco da doença voltar, pois o padrão de alimentação influencia a saúde futura da pessoa.

Praticamente todos os alimentos frescos e não industrializados trazem benefícios à nossa saúde, quando consumidos na quantidade correta. Alguns deste alimentos têm como benefício o combate ao câncer. Os alimentos ricos em gordura, açúcares e carboidratos, como pães, bolachas e carnes vermelhas gordurosas são responsáveis por tornar o sangue mais ácido, inflamam as células e desequilibram a insulina e o colesterol, por isso, devem ser evitados.

Um terço dos casos de câncer podem ser evitados

O oncologista André Luís afirma que cerca de um terço de todos os casos de câncer podem ser evitados com uma alimentação saudável. Se aliado com outros fatores como tabagismo, obesidade e sedentarismo, esse número pode representar 50% dos casos de câncer que poderiam ser evitados.

“Sem dúvidas a prevenção ainda é o melhor tratamento e quem já teve câncer no passado deve ter uma preocupação ainda maior com os alimentos”, destacou.

Peso acima do recomendado pode aumentar o risco de certos tipos de câncer, incluindo o câncer de cólon, de esôfago e câncer de rim. Ele ressalta que o combate à obesidade deve ser intensificado e cita como exemplo os casos de mulheres obesas que já tiveram câncer de mama. Elas possuem um risco maior por causa do seu peso corporal.

O padrão da dieta deve ser monitorado, já que existem refeições que são relacionadas com o surgimento da doença ou a sua recorrência como os alimentos gordurosos, carnes vermelhas, alimentos processados e outros.

Os fatores dietéticos, assim como os demais conhecidos como a exposição a produtos químicos, poluição, cigarros são responsáveis por aumentar os riscos de lesão nas células que podem futuramente levar ao desenvolvimento de um tumor.

Check-up

Ele lembra que é importante ter a preocupação de sempre realizar um check-up no sentindo de prevenção e detectar doenças no início, aumentando a probabilidade de cura com tratamento mais simples, menos agressivo e doloroso.

“Todo paciente que teve ou tem câncer precisa de um acompanhamento nutricional, porque às vezes só a mudança no padrão de alimentação tem um impacto na sobrevida maior do que todo tratamento que a gente faz com quimioterapia, radioterapia. Às vezes, só a alimentação é tão importante do que tudo que nós temos na medicina para oferecer”, esclarece.

Alimentos ajudam na redução de riscos de doenças

Existem alimentos considerados protetores contra o câncer como as frutas, verduras, hortaliças, fibras, alimentos naturais de origem vegetal possuem uma capacidade bem evidente de proteger contra o aparecimento da enfermidade. Toda essa alimentação vai servir para reforçar o sistema imunológico.

“Uma alimentação balanceada provêm de todos os nutrientes e vitaminas que são necessárias para o desenvolvimento da imunidade da pessoa. Dessa forma, você consegue que o próprio organismo consiga se defender de uma doença neoplásica”, destacou o oncologista André Luís.

A nutricionista Lays Arnaud afirma que alguns alimentos, além de fornecerem energia e proteínas ao organismo, podem desempenhar benefícios a uma ou mais funções do corpo e desta maneira são relevantes tanto para o bem-estar e a saúde quanto para a redução do risco de uma doença. Tais benefícios se devem à presença de compostos biologicamente ativos (compostos bioativos) nestes alimentos.

Ela lembra que o consumo regular de sementes oleaginosas (nozes e castanhas) ricas em ácidos graxos monoinsaturados está envolvido na manutenção e redução do peso, além de reduzir as taxas de colesterol.

O consumo de feijão também está relacionado a uma ação hipocolesterolemiante devido as características especificas da proteína do feijão bem como a presença de fibras saponinas e compostos fenólicos. Alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas e polinsaturadas como o azeite de oliva e os peixes de água salgada estão relacionados à melhora no perfil lipídico.

“A soja além de ser considerada anticancerígena, é apontada como alimento cardioprotetor devido as suas propriedades estarem relacionadas a redução do colesterol LDL e Triglicerídeos, tais efeitos são atribuídos a presença de diversos compostos bioativos como: isoflavonas, saponinas, frutooligossacarídeos, fitoesterois, dentre outros”, declarou.

A nutricionista afirma que a ingestão de alimentos ricos em fibras solúveis e insolúveis (fonte: cereais integrais, frutas e vegetais), e ricos em probióticos ou probióticos (iogurte e leite fermentado acrescentado de probióticos e probiótico) estão associados ao controle do peso e das taxas de colesterol, aumento da resposta imune, proteção contra a colonização gastrointestinal por patógenos e também com a prevenção de câncer, principalmente no trato gastrointestinal.

O consumo de alimentos ricos em compostos antioxidantes está relacionado a prevenção do câncer, exemplos de alimentos ricos nesses compostos são: o tomate, mamão, pitanga, goiaba e melancia ricos em licopeno e outros carotenoides, o suco de uva integral rico em antocianinas, o chá verde. berinjela, frutas como uva, cereja, amora e jabuticaba e o chocolate amargo, ricos em flavonoides.

Alimentos industrializados

A profissional alerta que os alimentos industrializados devem ser evitados pois, são ricos em corantes e conservantes que possuem ação cancerígena, além disso esses alimentos são ricos em gordura trans-saturada que além de ser apontada como cancerígena promovem o desenvolvimento de concentração de colesterol no sangue e obesidade. “Alimentos ricos em gordura saturada, colesterol e carboidratos simples devem ser consumidos com moderação visando o controle do peso e a prevenção de colesterol alto e diabetes tipo 2”, destaca.

Uma alimentação saudável deve possuir todos os nutrientes necessários para o organismo (carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais) e além disso rica em compostos biologicamente ativos, capaz de promover a qualidade e a manutenção da saúde, os efeitos podem ser a curto, médio e longo prazo. Incluindo, maior disposição e atenção no trabalho e estudos aumento da imunidade e maior resistência a infecções, melhora no funcionamento intestinal redução da retenção de líquidos, melhora no estado inflamatório, adequação do peso, prevenção de doenças crônicas não transmissíveis cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer dentre outras, promovendo um aumento na expectativa de vida da população.

Prato deve ser colorido

A nutricionista Juliana Carla, afirma que um prato colorido com alimentos saudáveis e não industrializados são a melhor solução para combater e prevenir as diversas formas de câncer. De acordo com ela, quanto mais cor no prato, mais nutrientes os alimentos contêm, ajudam a manter o peso, o que também contribui a manter um organismo saudável.

Ela ressalta que a ligação entre alimentação e o surgimento ou agravamento de doenças está cada dia mais evidente. No caso do câncer, não só o consumo em excesso e por longos períodos de alguns alimentos, como até mesmo o modo de prepará-los, pode colaborar para que a doença surja. Neste grupo entram os alimentos processados como linguiça, salsicha, bacon e até o peito de peru que contêm quantidades consideráveis de nitritos e nitratos. Essas substâncias, em contato com o estômago, viram nitrosaminas, substâncias consideradas mutagênicas, capazes de promover mutação do material genético, além disso esses alimentos usam muito sal para serem preservadas e isso aumenta a exposição a agentes que podem causar câncer.

“A busca pela qualidade de vida e bem estar é uma preocupação cada vez mais presente no conjunto da sociedade. Alimentação e qualidade de vida caminham juntas. A boa saúde é fundamental para o bem-estar e o desenvolvimento econômico e social sustentável. Não é possível deixar de considerar a alimentação como fator fundamental da saúde das pessoas”, orienta.

Ela acrescenta que a alimentação correta, saudável, equilibrada e com suficiente aporte de calorias e nutrientes é essencial qualidade de vida. “Boa alimentação conjugada com hábitos saudáveis, como a prática de atividade física, são fatores essenciais na promoção da saúde e prevenção de doenças”, pondera.

Alimentação em favor da saúde

A estudante de Arquitetura, Álina Servio, se tornou vegetariana vegana há pouco mais de dois meses, desde então não come carne nem derivados do leite. Para ela, além de um ato de proteção e respeito à vida dos animais, o regime alimentar é um ponto inicial para iniciar uma nova etapa da vida, pois é o momento em que passa a ter uma melhora na sua qualidade de vida e na própria autoestima.

Aos 20 anos, a jovem relata que sempre lutou contra a balança e chegou a se submeter a diversos tipos de dietas que prometiam ajudar na perda de peso, mas na verdade só a fazia mal. “Eu buscava saúde, porque a carne e todos os derivados são um ácido para o nosso organismo. Eu fui estudando e querendo ou não quando você coloca um alimento no seu corpo você acaba levando toda a energia daquele alimento para você”, afirmou a estudante.

Ela conta que além do controle de peso e da gordura corporal, pode sentir também que a sua imunidade melhorou, os resultados do regime pode ser notado até mesmo em sua pele. “Antes eu viva em dieta maluca e desde que eu me tornei vegetariana vegana eu não tenho mais isso por que meu corpo responde bem a tudo que consumo”, revelou.

Atualmente, sua dieta baseia-se em legumes, cereais e massas, por isso seu corpo associa melhor a ingestão desse tipo de comida. “É como se fosse um controle de forma natural”, completa.

Fonte: Saúde da Próstata

Cinco passos para prevenção de cálculos renais

rim

Se você já teve um cálculo renal, certamente você lembrará dele! A dor pode ser insuportável, surgindo como ondas de cólicas até que uma pequena pedra atravesse seu sistema urinário e seja expelida para fora de seu corpo.

Para muitas pessoas entretanto, cálculos renais não são um evento único: em quase metade dos indivíduos que tiveram um cálculo, outro novo cálculo deverá surgir dentro de até 07 anos se não forem tomadas medidas preventivas .

Prevenir pedras nos rins não é complicado, mas requer uma boa dose de determinação!

Os cálculos renais se formam quando certos compostos químicos se tornam suficientemente concentrados na urina para iniciar a formação de cristais. Estes cristais vão se agrupando formando pedras maiores que podem se deslocar através do trato urinário. Se o cálculo urinário encravar em algum segmento do ureter poderá então bloquear o fluxo de urina e causar intensa dor.

Muitas pedras ocorrem quando o cálcio se combina com uma dessas substâncias: oxalato, fosfato ou carbonato. Cálculos também podem ser formados de ácido úrico, que é produzido quando o corpo metaboliza proteína, e cistina.

Prevenir pedras no rim significa também adotar atitudes para prevenir as condições que facilitam a sua formação. Perguntamos à Dra. Melanie Hoenig, uma professora assistente de Medicina do Beth Israel Deaconess Medical Center, afiliado à Harvard Medical School, quais os cinco melhores caminhos para prevenir a formação de cálculos urinários. Aqui estão as recomendações dela:

  1. Beba muita água! Beber uma quantidade extra de água dilui as substâncias que levam à formação de pedras na urina. Faça um esforço para beber líquidos em volume suficiente para formar mais de 2 litros de urina. Pode ser de grande auxílio a inserção de algumas bebidas cítricas, como suco de limão ou laranja. O citrato presente nestas bebidas ajuda a bloquear a formação de pedras no trato urinário.
  2. Não deixe de ingerir alimentos com cálcio! A ingestão de uma dieta pobre em cálcio pode promover a elevação dos níveis de oxalato e, dessa forma, causar pedra nos rins. Para prevenir isto, assegure-se de estar ingerindo uma quantidade adequada de cálcio apropriada para sua idade. Idealmente, procure ingerir alimentos ricos em cálcio já que alguns estudos clínicos tem sugerido uma associação entre a ingestão de suplementos de cálcio e a formação de cálculos urinários. Adultos com mais de 50 anos deveriam ser supridos com 1.000 mg (miligramas) de cálcio por dia, junto com 800 a 1.000 UI (Unidades Internacionais) de Vitamina D para auxiliar o corpo a absorver o cálcio.
  3. Reduza a ingesta de sal ! O sal é rico em sódio e uma dieta rica em sódio pode ser o gatilho para a formação de pedras no rim, já que o sódio aumenta a quantidade de cálcio na urina. Assim, uma dieta pobre em sódio é recomendada para naturalmente reduzir a formação de cálculos. Diretrizes nutricionais mais recentes sugerem limitar a ingestão diária total de sódio até 2.300 mg para indivíduos não formadores de pedras. Para aqueles que já tiveram um histórico de formação de pedras, seria mais indicado reduzir a ingestão diária de sódio para menos de 1.500 mg. Certamente isto também será bom para o seu coração e para sua pressão arterial.
  4. Procure limitar a ingestão de proteína animal ! Comer muita proteína animal, tal como carne vermelha, frango, ovos e frutos do mar aumenta os níveis de ácido úrico e poderia levar à formação de cálculos renais. Uma dieta altamente protéica também reduz os níveis de citrato, o elemento químico na urina que previne a formação de cálculos. Se você é propenso a formar pedras, deveria então limitar sua ingestão diária de carne a uma quantidade menor que o volume ocupado por um baralho de cartas. Esta também é a porção saudável para o coração.
  5. Reduza a ingestão de alimentos formadores de pedras. Beterrabas, chocolate, espinafre, ruibarbo, chá e a maioria das castanhas são alimentos ricos em oxalato. Já os refrigerantes de cola (coca-cola, pepsi, etc.) são ricos em fosfato. Pois ambos os elementos, oxalato e fosfato, podem contribuir para a formação de cálculos renais. Se você sofre de pedras nos rins, seu médico pode aconselhar você a evitar estes alimentos ou consumi-los em quantidades mais modestas. Para todas as demais pessoas, não há um alimento ou bebida em particular que possa promover a formação de pedras, a menos que seja consumido em quantidades extremamente altas.

Alguns estudos tem demonstrado que pessoas usuárias de altas doses de vitamina C na forma de suplementos vitamínicos (>1g/dia) tem um risco discretamente maior de formar pedras nos rins. Isto pode ser por causa da conversão de vitamina C em oxalato.

Fonte: Harvard Health Publications

Usar testosterona tem risco relacionado ao câncer de próstata?

A deficiência de testosterona (também chamado de hipogonadismo = baixa de testosterona) é uma condição médica reconhecida há mais de um século. Ela está associada com sintomas que incluem diminuição do desejo sexual, problemas de ereção, fadiga, osteoporose, humor deprimido, massa muscular reduzida e aumento da gordura abdominal. Pesquisa mostrou que a deficiência de testosterona está também associada a um número grande de questões referentes à saúde dos homens, tais como: diabetes, obesidade, síndrome metabólica e fraturas ósseas. Vários estudos populacionais têm demonstrado a redução da longevidade naqueles homens com baixos níveis de testosterona. Estes baixos níveis hormonais podem impactar negativamente na capacidade das ereções penianas levando à disfunção erétil (“impotência sexual”). Como os homens envelhecem, é normal que diminuam os níveis hormonais gradualmente, ao longo de sua vida, mas nem sempre causando problemas de saúde.

O tratamento do hipogonadismo tem sido utilizado para melhorar os sinais e sintomas causados pela deficiência desse hormônio. Contudo, a terapia de reposição com testosterona só é indicada em homens com sinais ou sintomas, bem como baixos níveis de testosterona no teste sérico (exame de sangue). E isso traz ótimos resultados clínicos. Por mais de 60 anos, as especialidades médicas e a Urologia sempre viram, como supostamente certa, a correlação entre níveis elevados de testosterona e aumento de risco de câncer de próstata. Porém, vários estudos ao redor do mundo vêm sendo conduzidos e mostram dados que estão mudando esse paradigma, isto é, demonstrando que não há risco de desenvolvimento de câncer de próstata naqueles homens que recebem o hormônio.

Recentemente, o urologista Dr. Abraham Morgentaler, da Harvard Medical School – Boston, EUA, escreveu: “Existe total ausência de dados científicos para dar suporte ao fato de a testosterona elevada estar associada ao aumento de risco de câncer de próstata. Especificamente, não foram notados aumentos de casos de câncer de próstata quando se fez suplementação de testosterona aos pacientes que necessitavam. ”

A idéia de reposição hormonal masculina com testosterona pode ser considerada relativamente nova e, por isso, ainda é muito discutida dentro da comunidade científica e junto aos pacientes. Em primeiro lugar, pelo receio de efeitos colaterais provocados pelo uso irresponsável e abusivo da testosterona, como no caso dos esteróides anabolizantes, utilizados em algumas academias de ginástica, que podem causar infertilidade, impotência, atrofia testicular, entre outros problemas. Em segundo lugar, pela corrente que ainda acredita que, elevando-se os níveis de testosterona, aumentaria o índice de câncer de próstata.

Assim como indicado nas mulheres, a reposição de testosterona em homens tem por objetivo normalizar os níveis hormonais. A medicina é uma ciência dinâmica e a cada dia nos surpreendemos com novas informações. Hoje já é possível repor testosterona, inclusive, em homens que foram tratados do câncer de próstata e que apresentam um quadro clínico de hipogonadismo (dificuldades de ereção, baixa energia e baixo apetite sexual associados a níveis hormonais baixos).

Nossa mensagem tem como objetivo destacar a existência de tratamentos seguros e eficazes, a respeito de um tema ainda cheio de dúvidas, que interessa à grande maioria dos homens com baixos níveis de testosterona. Estudos, como os do Dr. Morgentaler, surgiram para quebrar mitos e preconceitos a respeito de uma terapia de reposição com testosterona que ajuda melhorar a qualidade de vida de muitos homens, que um dia sofreram e viveram as grandes mazelas do tratamento do câncer de próstata e hoje são sobreviventes… e podem usufruir da oportunidade de melhorar sua relação de intimidade sexual com sua parceira.

Fonte: Portal da Urologia

Cuidar da gengiva pode ajudar a tratar doenças da próstata

Pesquisa americana constatou que ao tratar a periodontite de pacientes, 85% apresentaram melhoras nas inflamações da próstata

Está cada vez mais claro que inflamações gengivais não tratadas podem trazer problemas mais graves por todo o corpo. Reforçando essa teoria, uma pesquisa feita pela Universidade Case Western nos Estados Unidos encontrou ligações entre a periodontite e a inflamação da próstata tanto na questão da causa, como do tratamento.

O estudo analisou 27 homens com mais de 21 anos que tinham prostatite e periodontite (inflamações na próstata e gengiva, respectivamente). Ao serem submetidos apenas a tratamentos bucais, cerca de 85% dos pacientes apresentam uma melhora significativa na inflamação da próstata dentro de quatro a oito semanas.

Foto: Ilya Andriyanov / Shutterstock
A periodontite pode ser facilmente evitada com visitas periódicas ao dentista, boa higienização bucal e nada de cigarro
Para Alex Meller, urologista da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), o resultado da pesquisa faz sentido, embora tenha usado um número pequeno de participantes, o que, para ele, compromete as análises. “A periodontite pode causar uma inflamação generalizada no corpo liberando mediadores inflamatórios na corrente sanguínea (são como sinalizadores de inflamação no corpo) piorando um quadro de inflamação já existente na próstata. Com o tratamento da periodontite haveria uma melhora nesses mediadores e, consequentemente, das prostatites”, diz o especialista.

Ou seja, tratando uma inflamação na boca se evita que células doentes circulem pelo corpo e causem ou agravem outras doenças.

Outros problemas
Ver infecções bucais causarem ou agravarem outros problemas no corpo não é nenhuma novidade. A periodontite, em especial, tem sido considerada por muitos especialistas um fator de risco para várias doenças sistêmicas.

“A partir de infecções bucais, bactérias podem se deslocar para o sistema circulatório e desencadear doenças do coração e outros órgãos. Em particular podemos citar a associação entre a doença periodontal e a cardiopatia coronária, uma vez que, pessoas com doenças gengivais terão uma chance maior de desenvolver doenças cardíacas”, diz Tally Karlik, cirurgiã-dentista da Clinica Orel.

Essas mesmas bactérias também podem ser aspiradas para os pulmões provocando doenças respiratórias como a pneumonia. As mulheres gestantes com doença periodontal também estão mais propensas a terem bebês prematuros e com baixo peso, além de osteoporose e diabetes mellitus.

Como evitá-las
Apesar de ter consequências tão graves, a periodontite pode ser facilmente evitada. “Basta realizar visitas semestrais ao dentista que pode, além de tratar a doença, conscientizar o paciente sobre o melhor método para evitá-la, manter uma boa higiene bucal com o uso do fio dental pelo menos duas vezes ao dia e não fumar, uma vez que a nicotina aumenta o risco de desencadear inflamações gengivais”, diz Tally.

Já a prostatite pode ser evitada realizando sexo com preservativos, especialmente o anal, pois as bactérias intestinais podem migrar e colonizar a próstata.

Fonte: Terra

Opinião do especialista

Embora alguns estudos sugiram que o controle de doenças da gengiva auxiliam na prevenção do Câncer de Próstata, o Dr. Marcos Dias Ferreira, Pós-Doutor em Urologia pela Harvard Medical School, relembra uma pesquisa publicada em janeiro deste ano, intitulada Periodontal disease and risk of all cancers among male never smokers: an updated analysis of the Health Professionals Follow-up Study, que realizou uma pesquisa com mais de 19.000 homens e não encontrou associação entre Periodontite (uma das principais doenças dos dentes) e Câncer de Próstata.

Confira mais detalhes sobre o assunto na entrevista do Dr. Marcos para o programa Sintonia Fina, comandado por Clóvis Dias Costa.

Por que o câncer de próstata é mais agressivo em pacientes obesos?

ref.: Diário da Saúde

Disseminação do câncer

A obesidade tem consequências diretas sobre a saúde e vem sendo associada com o aparecimento de cânceres agressivos, embora os mecanismos fisiológicos que expliquem esse fenômeno ainda sejam pouco conhecidos. Pesquisadores da Universidade de Toulouse III (França) conseguiram agora elucidar um desses mecanismos, uma via que age no câncer da próstata, um dos cânceres mais comuns em homens. Eles descobriram que, nos pacientes obesos, o tecido adiposo circundante da próstata facilita a propagação de células tumorais para fora da próstata, facilitando o espalhamento do câncer, ou metástase.

Tecido adiposo periprostático

A próstata é rodeada por um depósito gorduroso chamado tecido adiposo periprostático (TAPP).

Conforme o câncer da próstata progride, as células tumorais podem se infiltrar nesse tecido adiposo periprostático, o que é um passo fundamental para a progressão deste tipo de câncer.  Esse deslocamento das células tumorais para o TAPP sinaliza que a doença já está avançada em nível local, com o câncer começando a evoluir para órgãos vizinhos.

Quimiocinas e câncer de próstata

Victor Laurent e seus colegas descobriram que este fenômeno é mais frequente em pacientes obesos, nos quais o tamanho e o número de células adiposas TAPP são maiores. Estas células podem secretar numerosas moléculas bioativas, como as quimiocinas, que podem atrair outras células. Esta alteração no TAPP mostrou ser responsável pela agressividade do câncer de próstata nos indivíduos obesos. Em particular a quimiocina CCL7, que interage com um dos seus receptores, o CCR3, presente na superfície das células do câncer da próstata. Ainda não se conhecem meios de impedir esse mecanismo, o que ressalta a importância da manutenção de um índice de massa corporal saudável como medida preventiva contra o câncer da próstata.

Os resultados foram publicados na revista Nature Communications.

Clique aqui para ver o link.

Fonte: Saúde da Próstata